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.: Querido Nabucodonosor :.
Estava conversando com uma amiga hoje que disse estar com o seguinte problema no seu namoro: já que o namorado está desempregado, é ela quem está bancando as saídas do casal. Ora, não tem nada de errado nisso, não é? Bom, não teria, mas ela namora um homem. É muito difícil para um homem machista não ser o provedor, o protetor, aquele que “sustenta”. Seja este sustento oferecido à esposa, namorada, amante, “chuchu”, “pequena” ou seja lá por qual nome chame a mulher ao seu lado. Acho que esse tipo de “cavalehrismo extremo” é doente e não faz bem. Vira uma espécie de obrigação e o homem que não pode oferecer isso sente-se inseguro, como se estivesse/fosse incapaz de cumprir uma premissa.
Se deixarmos essa questão provedora de lado, sobra o que costumo chamar de orgulho de pobre. Se ambos estivessem trabalhando, não seria problema algum se a namorada quisesse pagar algo a ele. Cavalheirismo é um termo machista. Poderia muito bem chamar “gentileza”. E, pronto, é unissex, ninguém precisa sentir-se diminuído por estar sendo agradado. Não é?
Não vou ser eu a dizer que os defeitos são temperos de um relacionamento e que, sem eles, a vida perde a graça. Não diria isso nem se escrevesse livros de auto-ajuda para ganhar a vida. Sempre existirá alguém que reclamará do fato da sua namorada não ter mais peitos, assim como uma mulher pode dizer, por exemplo, que não agüenta mais a blusa preta do namorado. Na verdade, essas diferenças são inevitáveis.
Só não podem ser insuportáveis. Nem não contornáveis.
Ouvindo: Help me Rhonda, os Meninos da Praia.
.: Nabucodonosor :. barba, cabelo e bigode
Espremido às
17h26 -
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