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Desde já aviso aos desavisados que esta história de forma alguma aconteceu comigo ou com qualquer pessoa que eu conheça. É um fato completamente ficcional, não devendo ser levado em consideração. Quaisquer nomes ou relações de parentesco foram utilizados de forma a preservar a identidade dos envolvidos. Que não existem, são fruto da minha imaginação. E da sua, se ficar pensando demais nisso. Aí já não é comigo.
Nosso herói entra na farmácia. Vendo uma atendente, tenta desviar e fugir dela.
Não consegue.
Atentende: Boa noite! Posso ajudá-lo? Nosso Herói: Oi, boa noite...É, eu queria preservativos. Atendente: Preservativos! Claro, vem comigo! Nosso Herói: Oks. Atendente: Pronto, preservativos! Pode ficar à vontade. Nosso Herói: Estou tentando.
Após esta primeira etapa, a ação transcorre na fila do caixa.
Nosso Herói olha para trás e reconhece aquele primo de 2º grau, que ele só encontra uma vez por ano, em aniversários. E esta noite, claro. Assim que reconhece o primo, Nosso Herói tenta esconder o pacote que segurava. Em vão.
Primo de 2º Grau: Ah, comprando camisinha, hein? Nosso Herói: Sabe como é, o mundo anda muito lotado ultimamente. Primo de 2º Grau: Sei. Nosso Herói: Pois é. Outro dia fui almoçar e tive de esperar meia hora por uma mesa. Não quero piorar as coisas. Primo de 2º Grau: Bom ver que você pensa nos outros. Nosso Herói: E você, o que veio comprar? Primo de 2º Grau: Pílula do dia seguinte...
Desce o pano.
Espremido às
15h10 -
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Como queríamos comprovar, o trânsito de São Paulo fede!
Espremido às
10h43 -
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.: A Bola Quadrada :.
A minha participação na Copa do Mundo* deste ano tem sido exemplar. Lembram daquele churrasco que ia acontecer no primeiro dia ca Copa? Pois é, foi adiado para o primeiro jogo do Brasil (e até para mim passou a fazer mais sentido), então todo mundo aqui parou pontualmente às três da tarde e começaram as festividades. Alguns pais trouxeram os filhos para cá, a esposa de um outro apareceu, veio um cara que ninguém tinha visto na vida, mas deixa estar, que ele sentou do lado do chefe-mor e falou um monte de palavrão. Ora, se um cara senta ao lado do chefe-mor e xinga ele com palavrões bem cabeludos, é que devem ser amigos de longa data. Neste ponto da sociedade, as mulheres ganham de dez a zero dos homens. Se duas mulheres são amigos há muitos anos, são íntimas e confidentes. Se dois homens se conhecem há muito tempo, você pode contabilizar o grau de amizade deles pelos palavrões que trocam. É quase como contar os anos de uma árvore observando a grossura do tronco e os anéis que surgem a partir do centro, sob um aspecto mais desbocado.
Enfim, a Copa, né? No jogo da semana passada, participei ativamente do comer churrasco e eficientemente no campo de assoprar cornetas. A coisa mais divertida (a única, no final das contas) de um jogo de futebol é a possibilidade de ficar enchendo o saco dos outros, fazendo o máximo de barulho possível com uma corneta, matraca ou coisa que o valha.
Domingo eu dormi. Porque é pra isso que os domingos com futebol foram feitos. Ora!
Quinta-feira pretendo levar minha torcida às ruas. Se inventarem de parar o trabalho para assistir ao jogo, pego minhas coisas e vou pra casa. Gostaria de ficar aqui se acontecer outra festinha como a de terça passada, mas o futebol atrapalha.
*. e escrevi o nome inteiro, porque li que vários jornais, revistas e programas de notícias em geral não têm usado o nome "Copa do Mundo", mas sim "Mundial". "a Copa", "torneio" etc. Diz a lenda que a Fifa registrou a marca "Copa do Mundo" e que ninguém poderia mais usá-la indiscriminadamente. Não pude comprovar ainda. Vocês perceberam alguma coisa?
Espremido às
17h12 -
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